Quinta-feira, Novembro 30, 2006
"Amar você" em dose tripla e refletida
Foi a última pessoa a sair do shopping e andando depressa, tentou alcançar o último táxi que acabava de perder. A noite fria trazia no céu a lua cheia, baixa, de um tom amarelado e ofuscante. Estava sentindo-se solitária, vazia, diferente. Caminhou pelo estacionamento e resolveu atravessar a ponte, andando. Ligou o mp3 e deixou se perder na música que ouvia enquanto olhava o mar lá embaixo, pequeno e inalcançável. Quando chegou no centro da ponte, olhou a casa dele lá embaixo, na beira do mar e notou que uma janela estava clareada. Parou.
Deu meia volta e desceu pelo caminho que tinha trilhado, andando cada vez mais depressa. Atravessou o estacionamento novamente e descalçou os pés pisando na areia molhada. A chuva começou a cair e o frio era mais intenso. Chegou na porta da casa, e hesitando, tirou uma chave do bolso e entrou sorrateiramente.
Lá dentro, era de uma escuridão sem fim. Havia uma escada pela qual ela foi subindo. Chegou no segundo andar e notou a bagunça ali estabelecida. Na mesa havia um copo com resquícios de vinho tinto. O rádio falava sozinho na beirada da cômoda e o vento batia uma janela contra a parede que era molhada pela chuva que entrava.
Atravessou a sala e foi até o corredor onde havia um par de chinelos. Subiu mais um lance de degraus até chegar no último andar. Percebeu que a porta do quarto dele estava entreaberta. Ficou com medo. Seu coração batia acelerado e ela se lembrava dos momentos que havia passado com ele em outra época.
Arriscou uma olhadela e viu que ele não estava ali. Respirou fundo e subiu ao sótão. Lá em cima notou que ele estava sentado com os cotovelos apoiados na mesa, observando a ponte lá fora. Ela parou na porta e ele sussurrou que a esperava. Uma nuvem encobria a lua de modo que o recinto estava escuro. Na direção da mesa, no alto, havia um quadro pendurado na parede onde se encontravam a mentira, a traição, a falsidade, a soberba, a frieza, o cinismo e o calculismo de mãos dadas em volta da verdade que olhava para o lado, nua, renegada, solitária, estendendo a mão para a fidelidade que tentava salvá-la mas era debochada pelos outros. Com a outra mão, a verdade desenhava numa parede a palavra “desistência” e a tinta escorria formando pingos no chão arenoso que absorvia os últimos resquícios de suas forças.
Ela ao terminar de contemplar o quadro, se aproximou, puxou uma cadeira e sentou de frente com ele. Ficaram se encarando sem dizer palavra.
“Vim aqui porque pensei muito em ti...”, ela quebrou o silêncio, mesmo sem conseguir visualizar o rosto dele escondido pela escuridão, como quem espera uma resposta. Ele franziu a testa e confessou, “você acaba de me salvar!”, abaixando a cabeça em sinal de cansaço físico e mental.
“O que se passa?”, perguntou-lhe. Ele nada respondeu, observou o quadro e depois olhou o céu. A nuvem ainda impedia a lua de clarear o ambiente. Ela esticou suas mãos e então, inclinando seu corpo para o lado, pôde notar agora que desse ângulo era possível vislumbrar o rosto dele. Viu que suas lágrimas escorriam e caíam no chão de madeira. A cena deles era como o quadro. Assim como a fidelidade esticava a mão, tentando salvar a verdade que escrevia na parede a palavra “desistência”, enquanto a tinta escorria caindo na areia que absorvia o resto, ela tentava segurar na mão dele, enquanto ele derramava lágrimas e perdia suas forças.
Olhou para o canto da mesa e viu um frasco de veneno aberto. Debruçou sobre ele e disse, “eu amo você mais do que tudo!”. “Também tenho algo a lhe dizer, você sempre teve uma qualidade ímpar!”, e contemplando novamente o quadro, esticou as mãos de encontro às mãos dela. Sorriram como crianças e se abraçaram.
O filme acabou. Ela saiu do cinema quase vazio, e deu-se a correr chamando a atenção das poucas pessoas que ainda estavam naquele shopping. Viu que perdia o último táxi e entrou em desespero, mas se acalmou ao notar que não perderia tempo indo até à metade da ponte, à toa. Foi direto atravessando o estacionamento, sem mesmo descalçar os pés. Entrou na casa dele correndo e foi direto ao sótão, arrombou a porta, ferindo o braço. Ele virou para trás e sorriu. Ela se aproximou desconfiada, pé ante pé e viu quando ele deixou escorrer por entre uma das mãos, um vidro de veneno que caiu e se espatifou no assoalho de madeira. Ela correu e o segurou nos braços enquanto ele a fitava, calmo e sereno. Ela olhou para cima da janela e viu que no lugar do quadro, havia um nome rabiscado na parede. Era o nome dela. Abaixo havia reticências. Ela queria saber o que significava aquilo, mas a lua que na vida real era minguante, não iluminou o que ele balbuciava. E então ela esticou a mão e pegou outro frasco numa estante próxima, abriu e tomou tudo de uma vez.
Ele abriu os olhos e acendeu a luz, gritando a palavra “surpresa”, e ela enquanto morria, abriu os olhos e viu ao seu redor, um ambiente decorado à luz de velas enquanto o jantar esperava por eles logo ali do outro lado da estante. Mas ela havia tomado o veneno de verdade e já começava a sofrer os sintomas da morte anunciada. Ele percebeu o que estava acontecendo e então gritou, um grito abafado, de dor.
Acordou assustado. Olhou as horas, esfregou os olhos e percebeu que tinha sonhado, um sonho complexo e dramático. Olhou para ela que estava se contorcendo na cama, suada, agitada. Ficou observando seus cabelos, quando ela de um salto, gritou por ele e disse que havia tido um pesadelo, complexo e dramático. No sonho dele, ela morria. No sonho dela, ele morria.
Abraçaram-se felizes, e começaram a fazer amor. A vela ardia sobre o criado mudo, e acima da cama, havia um quadro que continha um espelho desenhado e na frente estava escrito, amo você.

Deu meia volta e desceu pelo caminho que tinha trilhado, andando cada vez mais depressa. Atravessou o estacionamento novamente e descalçou os pés pisando na areia molhada. A chuva começou a cair e o frio era mais intenso. Chegou na porta da casa, e hesitando, tirou uma chave do bolso e entrou sorrateiramente.
Lá dentro, era de uma escuridão sem fim. Havia uma escada pela qual ela foi subindo. Chegou no segundo andar e notou a bagunça ali estabelecida. Na mesa havia um copo com resquícios de vinho tinto. O rádio falava sozinho na beirada da cômoda e o vento batia uma janela contra a parede que era molhada pela chuva que entrava.
Atravessou a sala e foi até o corredor onde havia um par de chinelos. Subiu mais um lance de degraus até chegar no último andar. Percebeu que a porta do quarto dele estava entreaberta. Ficou com medo. Seu coração batia acelerado e ela se lembrava dos momentos que havia passado com ele em outra época.
Arriscou uma olhadela e viu que ele não estava ali. Respirou fundo e subiu ao sótão. Lá em cima notou que ele estava sentado com os cotovelos apoiados na mesa, observando a ponte lá fora. Ela parou na porta e ele sussurrou que a esperava. Uma nuvem encobria a lua de modo que o recinto estava escuro. Na direção da mesa, no alto, havia um quadro pendurado na parede onde se encontravam a mentira, a traição, a falsidade, a soberba, a frieza, o cinismo e o calculismo de mãos dadas em volta da verdade que olhava para o lado, nua, renegada, solitária, estendendo a mão para a fidelidade que tentava salvá-la mas era debochada pelos outros. Com a outra mão, a verdade desenhava numa parede a palavra “desistência” e a tinta escorria formando pingos no chão arenoso que absorvia os últimos resquícios de suas forças.
Ela ao terminar de contemplar o quadro, se aproximou, puxou uma cadeira e sentou de frente com ele. Ficaram se encarando sem dizer palavra.
“Vim aqui porque pensei muito em ti...”, ela quebrou o silêncio, mesmo sem conseguir visualizar o rosto dele escondido pela escuridão, como quem espera uma resposta. Ele franziu a testa e confessou, “você acaba de me salvar!”, abaixando a cabeça em sinal de cansaço físico e mental.
“O que se passa?”, perguntou-lhe. Ele nada respondeu, observou o quadro e depois olhou o céu. A nuvem ainda impedia a lua de clarear o ambiente. Ela esticou suas mãos e então, inclinando seu corpo para o lado, pôde notar agora que desse ângulo era possível vislumbrar o rosto dele. Viu que suas lágrimas escorriam e caíam no chão de madeira. A cena deles era como o quadro. Assim como a fidelidade esticava a mão, tentando salvar a verdade que escrevia na parede a palavra “desistência”, enquanto a tinta escorria caindo na areia que absorvia o resto, ela tentava segurar na mão dele, enquanto ele derramava lágrimas e perdia suas forças.
Olhou para o canto da mesa e viu um frasco de veneno aberto. Debruçou sobre ele e disse, “eu amo você mais do que tudo!”. “Também tenho algo a lhe dizer, você sempre teve uma qualidade ímpar!”, e contemplando novamente o quadro, esticou as mãos de encontro às mãos dela. Sorriram como crianças e se abraçaram.
O filme acabou. Ela saiu do cinema quase vazio, e deu-se a correr chamando a atenção das poucas pessoas que ainda estavam naquele shopping. Viu que perdia o último táxi e entrou em desespero, mas se acalmou ao notar que não perderia tempo indo até à metade da ponte, à toa. Foi direto atravessando o estacionamento, sem mesmo descalçar os pés. Entrou na casa dele correndo e foi direto ao sótão, arrombou a porta, ferindo o braço. Ele virou para trás e sorriu. Ela se aproximou desconfiada, pé ante pé e viu quando ele deixou escorrer por entre uma das mãos, um vidro de veneno que caiu e se espatifou no assoalho de madeira. Ela correu e o segurou nos braços enquanto ele a fitava, calmo e sereno. Ela olhou para cima da janela e viu que no lugar do quadro, havia um nome rabiscado na parede. Era o nome dela. Abaixo havia reticências. Ela queria saber o que significava aquilo, mas a lua que na vida real era minguante, não iluminou o que ele balbuciava. E então ela esticou a mão e pegou outro frasco numa estante próxima, abriu e tomou tudo de uma vez.
Ele abriu os olhos e acendeu a luz, gritando a palavra “surpresa”, e ela enquanto morria, abriu os olhos e viu ao seu redor, um ambiente decorado à luz de velas enquanto o jantar esperava por eles logo ali do outro lado da estante. Mas ela havia tomado o veneno de verdade e já começava a sofrer os sintomas da morte anunciada. Ele percebeu o que estava acontecendo e então gritou, um grito abafado, de dor.
Acordou assustado. Olhou as horas, esfregou os olhos e percebeu que tinha sonhado, um sonho complexo e dramático. Olhou para ela que estava se contorcendo na cama, suada, agitada. Ficou observando seus cabelos, quando ela de um salto, gritou por ele e disse que havia tido um pesadelo, complexo e dramático. No sonho dele, ela morria. No sonho dela, ele morria.
Abraçaram-se felizes, e começaram a fazer amor. A vela ardia sobre o criado mudo, e acima da cama, havia um quadro que continha um espelho desenhado e na frente estava escrito, amo você.

Quarta-feira, Novembro 29, 2006
Relacionamentos impossíveis
Desceu do ônibus e foi caminhando pela calçada sentindo o vento frio no rosto. As árvores na rua balançavam e o silêncio noturno preenchia o vazio daquele lugar. Ele andava cabisbaixo, com uma mão no bolso e a outra a segurar um envelope pardo. De vez em quando olhava para trás na intenção de ver se era seguido. Cada vez era mais nítido o barulho do mar. E era nessa direção que ele seguia com passos determinados. Seu pensamento era sempre o mesmo, estava rendido à sua imaginação.
Finalmente havia chegado. Atravessou a rua lateral e então parou diante da praia que estava deserta. As ondas quebravam na areia logo ali na frente e o céu estava negro. Pisou na areia fofa e foi caminhando para a direita até chegar num coqueiro mais afastado dos demais. Sentou no chão irregular, encostando-se àquela árvore. Na sua direção, logo na calçada, havia um poste e a iluminação caía justamente sobre ele. Aproveitou-se disso e abrindo o envelope, começou a ler.
Acendeu um cigarro e quando já terminava de ler, conseguiu se lembrar do dia que sua memória havia escondido. Cada detalhe, cada passo dele, cada fala, o que estava fazendo no momento em que as coisas tinham acontecido. Sua expressão mudou radicalmente com a lembrança. Rasgou o papel e queimou. Tirou um canivete do bolso e foi esculpir algo no coqueiro, mas parou de repente. Franziu as sobrancelhas e se aproximou mais do caule como quem acaba de ser surpreendido. Suas mãos estavam tremendo. As respostas, para as questões que ele não conseguia decifrar naquela carta, estavam ali bem na sua frente, marcadas naquele coqueiro. Havia dois nomes dentro de um coração, o dela e o de outro. Mais embaixo, estava exatamente a data do dia que sua memória havia deletado, do dia que ele não se lembrava, do dia que ele tinha sido mero coadjuvante.
Guardou o canivete no bolso e saiu dali. Quando chegou em casa, havia um SMS da Júlia no seu celular. A mensagem era dela, que fazia um convite para o dia seguinte, e, em tom de brincadeira, pedia-lhe em namoro. Ele sentou na cama, ponderou por alguns segundos, e então resolveu mandar um SMS de volta, "Sabe o que eu aprendi com os relacionamentos anteriores Bárbara? Nada! Eu sempre estive certo!". Recebeu a confirmação de que a mensagem havia sido enviada com sucesso, e sorrindo, desligou o celular, não sabia se ela resistiria ao próprio veneno.

Ele é um f$##**@!!!!!
Acompanhar o post com este pensamento: num relacionamento descompromissado, o homem não se importa se ela tem outro, o prazer e a diversão é o que importa. Elas, pelo contrário, não suportam a concorrência, jamais. Levam tudo a sério, até mesmo quando não são sérias.
Finalmente havia chegado. Atravessou a rua lateral e então parou diante da praia que estava deserta. As ondas quebravam na areia logo ali na frente e o céu estava negro. Pisou na areia fofa e foi caminhando para a direita até chegar num coqueiro mais afastado dos demais. Sentou no chão irregular, encostando-se àquela árvore. Na sua direção, logo na calçada, havia um poste e a iluminação caía justamente sobre ele. Aproveitou-se disso e abrindo o envelope, começou a ler.
Acendeu um cigarro e quando já terminava de ler, conseguiu se lembrar do dia que sua memória havia escondido. Cada detalhe, cada passo dele, cada fala, o que estava fazendo no momento em que as coisas tinham acontecido. Sua expressão mudou radicalmente com a lembrança. Rasgou o papel e queimou. Tirou um canivete do bolso e foi esculpir algo no coqueiro, mas parou de repente. Franziu as sobrancelhas e se aproximou mais do caule como quem acaba de ser surpreendido. Suas mãos estavam tremendo. As respostas, para as questões que ele não conseguia decifrar naquela carta, estavam ali bem na sua frente, marcadas naquele coqueiro. Havia dois nomes dentro de um coração, o dela e o de outro. Mais embaixo, estava exatamente a data do dia que sua memória havia deletado, do dia que ele não se lembrava, do dia que ele tinha sido mero coadjuvante.
Guardou o canivete no bolso e saiu dali. Quando chegou em casa, havia um SMS da Júlia no seu celular. A mensagem era dela, que fazia um convite para o dia seguinte, e, em tom de brincadeira, pedia-lhe em namoro. Ele sentou na cama, ponderou por alguns segundos, e então resolveu mandar um SMS de volta, "Sabe o que eu aprendi com os relacionamentos anteriores Bárbara? Nada! Eu sempre estive certo!". Recebeu a confirmação de que a mensagem havia sido enviada com sucesso, e sorrindo, desligou o celular, não sabia se ela resistiria ao próprio veneno.

Ele é um f$##**@!!!!!
Acompanhar o post com este pensamento: num relacionamento descompromissado, o homem não se importa se ela tem outro, o prazer e a diversão é o que importa. Elas, pelo contrário, não suportam a concorrência, jamais. Levam tudo a sério, até mesmo quando não são sérias.
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Ditados meus
Pior que não jantar é não jantar e ainda não ter a sobremesa.
Ela: desanimado com o spam?

Ele: antes fosse! Não consigo acessar meu blog favorito na hora do lazer!
Ela: desanimado com o spam?

Ele: antes fosse! Não consigo acessar meu blog favorito na hora do lazer!
Rotina
Mais uma semana com expectativas... de recados.

Sou viciada, primeiro, scraps e comentários, depois o café!
Nota: a cara feia? A caixa de email estava vazia!

Sou viciada, primeiro, scraps e comentários, depois o café!
Nota: a cara feia? A caixa de email estava vazia!
Domingo, Novembro 26, 2006
Retorno
Esgotado. Por que rio, porque choro, porque vivo. Por que crio. Recriado, enjeitado, soletrado, vou ditando, escrevendo, ritmado. Sou insistente, persistente, demente, insipiente, reticente. Alguém incoerente? Levanta a mão aí quem é inteligente! Ah... cambada de indigente, alimentam a eloqüência do eloqüente fingindo sensações impertinentes, figurativas, subjetivas e imaginativas. Delinqüentes! Vou simplificando, esgotando, inventando, sempre calculando, aguardando, especulando. Esqueça a razão. Olha para mim, esqueça a paixão, dê-me um sim. Assim! Gosta de mim? Claro que sim! Sei que gosta, sei o que pensa, sei o que sente, sei. Não disfarça, não se engane, não minta, não fuja, não corra, não morra. Eu espero. Por que gosto, porque amo, porque quero, eu venero. Sou apaixonado, mentiroso, debochado, sou sincero. Quando me julgo sou severo. Você me toca e eu desespero. Você me beija e eu de lero lero. Acabou minha rima! É vero! Ok, ok, eu até exagero! Finjo que a rima acaba, mas engano, faço como o clero. Pobres burgueses! Eu sou a nobreza, sou o rei, sou o maioral. Olha minha cara de pau. Tudo isso para dizer que sou normal. Mentira minha. Sou anormal. Por que sou fenomenal. Discorda? Sou indiferente, me chamam de imprudente, mas há quem goste e há quem nem agüente. Ai de mim. Cansei de ser insuficiente. Não suporto crítica pungente nem gente malevolente. Vou parar de rimar com ente. Eu nem falei de parente. Isso virou vício! Acho que ando doente. Que sacrifício, que suplício. Mentira é vontade de ser expoente. Agora sim, parei! Verdade é vontade de ser irreverente. Quem desmente? Não controlo minha mente, por isso escrevo descontroladamente de modo displicente. Agora vou desistir de prosseguir. Ando carente. É verdade minha gente. Não acredita? Não seja descrente. Na próxima vez faço um post mais decente.
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Vontade
Quero assim.
A todos, um belo fim de semana, diurno!

A todos, um belo fim de semana, diurno!

Sentir na pele
Saiu do banho enrolada na toalha. Entrou no quarto, fechou as cortinas, desligou os celulares, ela tinha dois. Um para trabalho, outro para outras coisas...
Escolheu o vestido vermelho, longo. Prendeu o cabelo e conectou. Ligou o messenger e digitou uma frase desligando a máquina antes que obtivesse alguma resposta. Acendeu a luz e parou em frente ao espelho, provocante e com um sorriso no canto da boca. Depois disso, saiu. No pensamento, uma certeza, a de que faria bem feito.
Smallville na ponta dos lábios...

Leitora assumida!
Escolheu o vestido vermelho, longo. Prendeu o cabelo e conectou. Ligou o messenger e digitou uma frase desligando a máquina antes que obtivesse alguma resposta. Acendeu a luz e parou em frente ao espelho, provocante e com um sorriso no canto da boca. Depois disso, saiu. No pensamento, uma certeza, a de que faria bem feito.
Smallville na ponta dos lábios...

Leitora assumida!
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Em vão
O quê? Mas como? Postei na segunda e ainda não me comentam? Maldita blogosfera! A culpa não é dos meus amigos! Deve ser desse incompetente desse Blogger que não deixa meu site no ar 24 horas por dia. Vou ligar e falar pessoalmente com ele! Não sei como o Google pode contratar funcionários tão fracos.
Não meus caros, ela não pintou o cabelo.

Para desanuviar do post anterior...
Não meus caros, ela não pintou o cabelo.

Para desanuviar do post anterior...
Reflexões
Toda mulher tem uma amiga do peito. Aquela que ouve suas confissões, seus segredos, suas injúrias, seus desabafos. Muito provavelmente tudo que um homem faz, a amiga dela fica sabendo. E não meus caros, não se trata apenas das boas ações. Por isso que quando um homem agrada uma mulher, acaba agradando outras. Mas quando desagrada, a desgraça é ainda maior.

Amiga, nem te conto...

Amiga, nem te conto...
Ditados meus
Em boca fechada não entra mosca. Em blog aberto comenta-se qualquer coisa.

Não vale comentar sobre os seres da foto.

Não vale comentar sobre os seres da foto.
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Otário por opção
Fiquei uma semana trancado, analisando cuidadosamente o disco do cantor Dado Dolabella. Trata-se de um trabalho significativo, em que o dublê de megaescrotice e arquipopstar expõe ao público a sua brilhante performance musical. Só fiquei chateado de conhecer o seu trabalho através da confusão estabelecida pelo artista. Eu já até tinha ouvido falar a respeito da briga, mas imaginava que o Escrachado, digo, Dado, tinha ficado bravo depois de ter sido chamado de cantor de playback e príncipe encantado das mulheres suburbanas. Mas não. Depois do vídeo, percebi que a coisa com o João Gordo era mais séria. O duelo é digno de filme de terror, onde eles aparecem nervosos, irados e patéticos.
Nota: este vídeo anda a fazer mais sucesso que o da Cicarelli onde ela aparece trepando, transando e dando, tudo ao mesmo tempo. Totalmente o oposto da classuda Madonna que no máximo aparecia nua, pelada e despida.
Nota: este vídeo anda a fazer mais sucesso que o da Cicarelli onde ela aparece trepando, transando e dando, tudo ao mesmo tempo. Totalmente o oposto da classuda Madonna que no máximo aparecia nua, pelada e despida.
Lost - 3ª temporada
Na vida real, Evangeline Lilly é casada com Dominic Monaghan...

... mas na série, Kate e Charlie são apenas colegas...
... e na 3ª temporada...

... ela terá que escolher.
Matthew Fox que...

... interpreta Jack Shephard está em seu caminho...
O transparente!

O certo!
E ela no caminho dele!

Ou será que...
Josh Holloway intrepretando James "Sawyer" Ford que é o errado e cretino...

... será o escolhido?
Nota: notícias frescas sobre Lost, no site da abc é claro. Mas não é só lá não. A Viviane do blog Alta Fidelidade é viciada assumida, como eu. É só folhear os arquivos.

... mas na série, Kate e Charlie são apenas colegas...
... e na 3ª temporada...

... ela terá que escolher.
Matthew Fox que...

... interpreta Jack Shephard está em seu caminho...
O transparente!

O certo!
E ela no caminho dele!

Ou será que...
Josh Holloway intrepretando James "Sawyer" Ford que é o errado e cretino...

... será o escolhido?
Nota: notícias frescas sobre Lost, no site da abc é claro. Mas não é só lá não. A Viviane do blog Alta Fidelidade é viciada assumida, como eu. É só folhear os arquivos.
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Êxodo
Tiago morreu. Aqui quem fala é a mãe dele. Na verdade não estou em condições de falar. Estou ditando e o pai dele vai digitando. Ele faleceu hoje. Vai deixar muitas saudades. Aconteceu quando voltava à noite e levou um tiro de bala perdida.
Sabemos que a dor não é só nossa de modo que queremos desanuviar um pouco essa carga negativa. Não avisamos a todos os conhecidos e conhecidas. De certo que morreu jovem e cheio de sonhos. Deixará sonhos para trás. Saudades para muitas pessoas, os que o conhecia e até os que não o conhecia muito bem.
Terminou de redigir a carta e cuidadosamente imitou uma assinatura feminina. Selou e mandou pelo correio. Tirou do bolso o bilhete aéreo. Deu uma risada discreta e pensou na cara que faria seus cobradores.
Estaria partindo amanhã e começaria uma vida nova. Para trás, só as dívidas que ele nunca pagaria, afinal, se estava disposto a começar uma vida nova, não poderia se apegar a coisas passadas. Pior para seus cobradores.
Há quem deixe dívidas, há quem deixe rastros...

Cadê meu comentário?
Acompanhar o post com este pensamento: eu não morri. Meu nome é com “h”. Na blogosfera existem pessoas que só querem saber de comentários, só visitam blogs para deixar teu comentário na ilusão de receber a visita de volta. Torna-se grosseiro esse tipo de atitude porque a pessoa acaba comentando seu post sem nem ter lido depois da segunda linha ou lê tudo depressa quando não deixa comentários sem nexos. Prova disso é reparar que os posts mais comentados são os que possuem mais figuras e menos escritos. Quanto maior o post, menos comentários. E não, não é falta de tempo, porque se a pessoa está na blogosfera, indubitavelmente é porque já tem um certo tempo, trata-se mesmo de preguiça e egoísmo, onde ela só comenta para deixar teu nome registrado e obter visitas futuras!
Nota 1: visitante, se houver semelhança com a tua realidade, é mera coincidência, mas aproveita e liga o desconfiômetro(i)!
(i) no popular, toma vergonha na cara.
Nota 2: meus amigos, perdoem-me o desabafo, mas a este tipo de gente, aturem vocês, que eu guardei a paciência.
Sabemos que a dor não é só nossa de modo que queremos desanuviar um pouco essa carga negativa. Não avisamos a todos os conhecidos e conhecidas. De certo que morreu jovem e cheio de sonhos. Deixará sonhos para trás. Saudades para muitas pessoas, os que o conhecia e até os que não o conhecia muito bem.
Terminou de redigir a carta e cuidadosamente imitou uma assinatura feminina. Selou e mandou pelo correio. Tirou do bolso o bilhete aéreo. Deu uma risada discreta e pensou na cara que faria seus cobradores.
Estaria partindo amanhã e começaria uma vida nova. Para trás, só as dívidas que ele nunca pagaria, afinal, se estava disposto a começar uma vida nova, não poderia se apegar a coisas passadas. Pior para seus cobradores.
Há quem deixe dívidas, há quem deixe rastros...

Cadê meu comentário?
Acompanhar o post com este pensamento: eu não morri. Meu nome é com “h”. Na blogosfera existem pessoas que só querem saber de comentários, só visitam blogs para deixar teu comentário na ilusão de receber a visita de volta. Torna-se grosseiro esse tipo de atitude porque a pessoa acaba comentando seu post sem nem ter lido depois da segunda linha ou lê tudo depressa quando não deixa comentários sem nexos. Prova disso é reparar que os posts mais comentados são os que possuem mais figuras e menos escritos. Quanto maior o post, menos comentários. E não, não é falta de tempo, porque se a pessoa está na blogosfera, indubitavelmente é porque já tem um certo tempo, trata-se mesmo de preguiça e egoísmo, onde ela só comenta para deixar teu nome registrado e obter visitas futuras!
Nota 1: visitante, se houver semelhança com a tua realidade, é mera coincidência, mas aproveita e liga o desconfiômetro(i)!
(i) no popular, toma vergonha na cara.
Nota 2: meus amigos, perdoem-me o desabafo, mas a este tipo de gente, aturem vocês, que eu guardei a paciência.
Segunda-feira, Novembro 20, 2006
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
Depois de ser:
TRI CAMPEÃO MUNDIAL (1992, 1993, 2005);
TRI CAMPEÃO DA LIBERTADORES DA AMÉRICA (Equivalente a Champions League da Europa, só que nos continentes das Américas, 1992, 1993, 2005);
TETRA CAMPEÃO BRASILEIRO (1977, 1986, 1991, 2006);
Só posso aceitar que torço para o time mais vitorioso do futebol mais vitorioso do planeta!

Tricolor!
Nota 1: ainda temos o goleiro Rogério Ceni, o goleiro que já marcou mais de 60 gols na carreira, de falta e de pênalti. Já atuou em mais de 700 jogos e na campanha brilhante de 1992/1993 quando São Paulo dominava o mundo vencendo o Barcelona e o Milan nas finais dos mundiais, em Tokyo, Rogério Ceni já era jogador (reserva). Agora o São Paulo repete com outra bela campanha, 2005/2006 e novamente domina o mundo.
Nota 2: o São Paulo iguala o Corinthias e o Palmeiras em números de títulos nacionais, seus principais rivais, cada um com 4 títulos, e o Vasco, também com 4. Ficando atrás apenas do Flamengo, com 5 títulos nacionais. Mas se formos contar campeonatos brasileiros, libertadores da américa e mundiais, nenhuma, nenhuma equipe brasileira venceu tanto quanto o SÃO PAULO!
Nota 3: o campeonato brasileiro é o mais difícil do planeta. Mais até que o espanhol e o italiano. Prova disso está abaixo. Aqui, no nosso campeonato nacional, não é como no espanhol ou no italiano, onde poucos são vitoriosos várias vezes. Aqui, impera a regularidade:
1971 - Atlético-MG
1972 - Palmeiras
1973 - Palmeiras
1974 - Vasco
1975 - Internacional
1976 - Internacional
1977 - São Paulo
1978 - Guarani
1979 - Internacional
1980 - Flamengo
1981 - Grêmio
1982 - Flamengo
1983 - Flamengo
1984 - Fluminense
1985 - Coritiba
1986 - São Paulo
1987 - Sport (Copa União: Flamengo)
1988 - Bahia
1989 - Vasco
1990 - Corinthians
1991 - São Paulo
1992 - Flamengo
1993 - Palmeiras
1994 - Palmeiras
1995 - Botafogo
1996 - Grêmio
1997 - Vasco
1998 - Corinthians
1999 - Corinthians
2000 - Vasco (Copa João Havelange)
2001 - Atlético-PR
2002 - Santos
2003 - Cruzeiro
2004 - Santos
2005 - Corinthians
2006 - São Paulo
TRI CAMPEÃO MUNDIAL (1992, 1993, 2005);
TRI CAMPEÃO DA LIBERTADORES DA AMÉRICA (Equivalente a Champions League da Europa, só que nos continentes das Américas, 1992, 1993, 2005);
TETRA CAMPEÃO BRASILEIRO (1977, 1986, 1991, 2006);
Só posso aceitar que torço para o time mais vitorioso do futebol mais vitorioso do planeta!

Tricolor!
Nota 1: ainda temos o goleiro Rogério Ceni, o goleiro que já marcou mais de 60 gols na carreira, de falta e de pênalti. Já atuou em mais de 700 jogos e na campanha brilhante de 1992/1993 quando São Paulo dominava o mundo vencendo o Barcelona e o Milan nas finais dos mundiais, em Tokyo, Rogério Ceni já era jogador (reserva). Agora o São Paulo repete com outra bela campanha, 2005/2006 e novamente domina o mundo.
Nota 2: o São Paulo iguala o Corinthias e o Palmeiras em números de títulos nacionais, seus principais rivais, cada um com 4 títulos, e o Vasco, também com 4. Ficando atrás apenas do Flamengo, com 5 títulos nacionais. Mas se formos contar campeonatos brasileiros, libertadores da américa e mundiais, nenhuma, nenhuma equipe brasileira venceu tanto quanto o SÃO PAULO!
Nota 3: o campeonato brasileiro é o mais difícil do planeta. Mais até que o espanhol e o italiano. Prova disso está abaixo. Aqui, no nosso campeonato nacional, não é como no espanhol ou no italiano, onde poucos são vitoriosos várias vezes. Aqui, impera a regularidade:
1971 - Atlético-MG
1972 - Palmeiras
1973 - Palmeiras
1974 - Vasco
1975 - Internacional
1976 - Internacional
1977 - São Paulo
1978 - Guarani
1979 - Internacional
1980 - Flamengo
1981 - Grêmio
1982 - Flamengo
1983 - Flamengo
1984 - Fluminense
1985 - Coritiba
1986 - São Paulo
1987 - Sport (Copa União: Flamengo)
1988 - Bahia
1989 - Vasco
1990 - Corinthians
1991 - São Paulo
1992 - Flamengo
1993 - Palmeiras
1994 - Palmeiras
1995 - Botafogo
1996 - Grêmio
1997 - Vasco
1998 - Corinthians
1999 - Corinthians
2000 - Vasco (Copa João Havelange)
2001 - Atlético-PR
2002 - Santos
2003 - Cruzeiro
2004 - Santos
2005 - Corinthians
2006 - São Paulo
Sábado, Novembro 18, 2006
Aprendizado
O vento soprava forte espalhando os grãos de areia para lá e para cá. O céu azul começava a ficar cor de rosa denotando que a tarde ia saindo de cena e dando lugar as estrelas que começavam a decorar o espaço. A água do mar, agitada, contracenava com a algazarra das garças que modelavam a paisagem outonal. Perto dali as árvores tonalizavam a aparência da praia mostrando que a natureza era muito mais sábia que o mundo da moda, pois ali, somente ali, a confusão de cores da mata misturada com a praia, embrenhava com perfeição todo o lugar.
Sentou-se na areia cruzando as pernas e com as mãos apoiadas nos joelhos, ficou observando o mar. Como era boa a solidão. Olhou para os lados e percebeu que estava completamente só. Lembrou-se do dia anterior quando quis uma companhia e não tinha sido feliz. Quis muito alguém para falar, para conversar, mas não encontrou uma pessoa sequer. E agora estava ali, de frente para o mar revolto, desejando ficar só. Ficou pensando na vida que tinha vivido, nas pessoas que havia conhecido, nas oportunidades que havia perdido. Seu semblante era sofrido. Quem aparecesse ali, perceberia que seu coração estava ferido, partido. Entretanto, sabia que ali, naquele momento, não havia outra pessoa por perto, nem longe. Se fosse no dia anterior, no dia entristecido, seria diferente. Mas, por vontade própria, estava ali naquela praia, contemplando a solidão e não estava arrependida.
Então ele chegou. Sentou ao lado dela e antes que perguntasse o seu nome, leu na areia, “Katherine”. Ele sorriu. – “Por que está sozinha, Kate?” – perguntou o homem.
- “Por que decidi que devo dar mais valor ao meu ser e parar de procurar nos outros aquilo que eu tenho dentro de mim.” – respondeu a menina. E então eles ficaram calados, olhando o mar.
De repente ela olhou de lado e viu que ele desenhava estrelas na areia e assim as estrelas iam aparecendo no céu. Ele desenhou a lua e a lua caiu do espaço e iluminou a praia. Então ele desenhou um mar calmo e o mar acalmou-se. Ela esboçou uma pergunta, mas calou-se quando viu que ele desenhava golfinhos na areia e golfinhos apareciam pulando bem ali na água, na frente deles.
Ela ficou maravilhada e tocou de leve no ombro do homem careca pensando em pedir um favor. Ela queria que ele desenhasse pessoas com quem ela pudesse realmente contar. Pessoas que não fossem vaidosas ou orgulhosas. Pessoas que fossem verdadeiras com ela e que acima de tudo, fossem autênticas e não artificiais. Ela lembrou que ultimamente tinha passado por decepções. Talvez ela fosse exigente, mas talvez ela apenas fosse diferente das outras pessoas que preferiam viver jogando, estipulando, baseando-se no comportamento dela.
A bem da verdade é que ela estava cansada de lidar com pessoas que só ligavam para ela se ela ligasse antes. Estava cansada de pessoas que queriam que ela sempre procurasse. Estava cansada de ter que provar a cada dia que carinho também se recebe. E foi por isso que quis pedir um favor aquele homem. Pediria que ele desenhasse uma pessoa como ela, sem orgulho, sem vaidade, sem jogos.
Mas o homem balançou a cabeça. – “Isso eu não posso desenhar, Kate.”. – lamentou o homem.
- “Mas por que, moço?”. – insistiu a menina.
- “Por que eu não estaria ajudando você dessa forma!”. – “Você tem que ser como você é, original. Não se preocupe com as outras pessoas. Torne-se especial sendo difícil. Não na convivência. Deixe este tipo de dificuldade para essas pessoas mesquinhas, orgulhosas, que gostam de jogar com a saudade dos outros. Você Kate, torne-se difícil no sentido de proporcionar a tais pessoas, o teu convívio!”. “E se elas não perceberem sua ausência, é porque elas não sabem distinguir o bom do normal.” –sussurrou o homem.
Ela ficou ouvindo aquilo, compenetrada na luminosidade da lua sobre a água. E então quando ela virou para o lado para agradecer o homem, ele havia desaparecido.
O silêncio do quarto foi interrompido pelo despertador, e a menininha acordou sentindo-se independente. Porém, agora estava sem aquela sensação de que para ser feliz, precisava ouvir seu telefone tocando. Se ao final do dia, ninguém a tivesse procurado, era sinal de que ela deveria parar de querer ser procurada e passar a procurar. Não estas pessoas. Mas, aquela pessoa que fosse boa, não normal.
Ela (orgulhosa): eu não ligo! Como sempre, ele que me procure.

Uma hora, mais cedo ou mais tarde, o telefone deixa de tocar.
Sentou-se na areia cruzando as pernas e com as mãos apoiadas nos joelhos, ficou observando o mar. Como era boa a solidão. Olhou para os lados e percebeu que estava completamente só. Lembrou-se do dia anterior quando quis uma companhia e não tinha sido feliz. Quis muito alguém para falar, para conversar, mas não encontrou uma pessoa sequer. E agora estava ali, de frente para o mar revolto, desejando ficar só. Ficou pensando na vida que tinha vivido, nas pessoas que havia conhecido, nas oportunidades que havia perdido. Seu semblante era sofrido. Quem aparecesse ali, perceberia que seu coração estava ferido, partido. Entretanto, sabia que ali, naquele momento, não havia outra pessoa por perto, nem longe. Se fosse no dia anterior, no dia entristecido, seria diferente. Mas, por vontade própria, estava ali naquela praia, contemplando a solidão e não estava arrependida.
Então ele chegou. Sentou ao lado dela e antes que perguntasse o seu nome, leu na areia, “Katherine”. Ele sorriu. – “Por que está sozinha, Kate?” – perguntou o homem.
- “Por que decidi que devo dar mais valor ao meu ser e parar de procurar nos outros aquilo que eu tenho dentro de mim.” – respondeu a menina. E então eles ficaram calados, olhando o mar.
De repente ela olhou de lado e viu que ele desenhava estrelas na areia e assim as estrelas iam aparecendo no céu. Ele desenhou a lua e a lua caiu do espaço e iluminou a praia. Então ele desenhou um mar calmo e o mar acalmou-se. Ela esboçou uma pergunta, mas calou-se quando viu que ele desenhava golfinhos na areia e golfinhos apareciam pulando bem ali na água, na frente deles.
Ela ficou maravilhada e tocou de leve no ombro do homem careca pensando em pedir um favor. Ela queria que ele desenhasse pessoas com quem ela pudesse realmente contar. Pessoas que não fossem vaidosas ou orgulhosas. Pessoas que fossem verdadeiras com ela e que acima de tudo, fossem autênticas e não artificiais. Ela lembrou que ultimamente tinha passado por decepções. Talvez ela fosse exigente, mas talvez ela apenas fosse diferente das outras pessoas que preferiam viver jogando, estipulando, baseando-se no comportamento dela.
A bem da verdade é que ela estava cansada de lidar com pessoas que só ligavam para ela se ela ligasse antes. Estava cansada de pessoas que queriam que ela sempre procurasse. Estava cansada de ter que provar a cada dia que carinho também se recebe. E foi por isso que quis pedir um favor aquele homem. Pediria que ele desenhasse uma pessoa como ela, sem orgulho, sem vaidade, sem jogos.
Mas o homem balançou a cabeça. – “Isso eu não posso desenhar, Kate.”. – lamentou o homem.
- “Mas por que, moço?”. – insistiu a menina.
- “Por que eu não estaria ajudando você dessa forma!”. – “Você tem que ser como você é, original. Não se preocupe com as outras pessoas. Torne-se especial sendo difícil. Não na convivência. Deixe este tipo de dificuldade para essas pessoas mesquinhas, orgulhosas, que gostam de jogar com a saudade dos outros. Você Kate, torne-se difícil no sentido de proporcionar a tais pessoas, o teu convívio!”. “E se elas não perceberem sua ausência, é porque elas não sabem distinguir o bom do normal.” –sussurrou o homem.
Ela ficou ouvindo aquilo, compenetrada na luminosidade da lua sobre a água. E então quando ela virou para o lado para agradecer o homem, ele havia desaparecido.
O silêncio do quarto foi interrompido pelo despertador, e a menininha acordou sentindo-se independente. Porém, agora estava sem aquela sensação de que para ser feliz, precisava ouvir seu telefone tocando. Se ao final do dia, ninguém a tivesse procurado, era sinal de que ela deveria parar de querer ser procurada e passar a procurar. Não estas pessoas. Mas, aquela pessoa que fosse boa, não normal.
Ela (orgulhosa): eu não ligo! Como sempre, ele que me procure.

Uma hora, mais cedo ou mais tarde, o telefone deixa de tocar.
Sexta-feira, Novembro 17, 2006
Fuga
Finalmente chego em casa à noite e me deparo com um susto! Poucas vezes um post rendeu tantos comentários em tão pouco tempo! Falo do post anterior, é claro! Ou eu paro com a escrita ou não sei se sobrevivo muito tempo!
A quantidade de visitas aumentou, o foco ameaçador também!

Smallville na blogosfera...
Nota 1: a esmagadora quantidade de comentários femininos me deixou uma certeza, a de que terei de fugir para a Sibéria, lá ninguém deve ter blog!
Nota 2: há outra certeza, a de que além delas falarem muito, elas também comentam muito, muito mais que eles! Acho que acabei de assinar minha setença! Vou ali fazer meu testamento...
A quantidade de visitas aumentou, o foco ameaçador também!

Smallville na blogosfera...
Nota 1: a esmagadora quantidade de comentários femininos me deixou uma certeza, a de que terei de fugir para a Sibéria, lá ninguém deve ter blog!
Nota 2: há outra certeza, a de que além delas falarem muito, elas também comentam muito, muito mais que eles! Acho que acabei de assinar minha setença! Vou ali fazer meu testamento...
Quinta-feira, Novembro 16, 2006
Ditados meus
Mulheres são como televisões.
Thiago, gosta mais das mulheres que falam muito ou das outras?

Quais outras?
Acompanhar a imagem com este pensamento: o post é doméstico! Assim como o windows, as mulheres têm a version professional. Basta trocar a tv pelo telefone. A essência não se perde!
Thiago, gosta mais das mulheres que falam muito ou das outras?

Quais outras?
Acompanhar a imagem com este pensamento: o post é doméstico! Assim como o windows, as mulheres têm a version professional. Basta trocar a tv pelo telefone. A essência não se perde!
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
Realidade
Virou-se para trás e viu que era observada da janela da frente. Ele ainda fechou a cortina depressa, mas não teve saída. Tinha sido descoberto. Jogou o binóculo na bolsa e tratou de pegar seus objetos pessoais. Vestiu o casaco, pegou o celular e a chave do carro. Tomou o resto de conhaque e bateu a porta dirigindo-se ao elevador mais próximo.
Quando a porta abriu, ela saiu lá de dentro e o pegou pelo braço. Tomou a chave da mão dele e viu o número do quarto. Ela estava decidida, ele, nervoso. Olhou para o teto do corredor e viu que a câmera ali demorava quarenta segundos filmando o outro lado da extremidade. Aproveitou esses segundos preciosos e o beijou.
Quando a câmera se virava, eles entraram na suíte. Ela o empurrou na cama e subindo por cima dele, despiu-se completamente. Começou a beijá-lo com volúpia enquanto ele folgava a gravata. Ficaram ali até amanhecer, sentindo o prazer que só os golfinhos conhecem. E nos primeiros raios de sol, ela acordou. Levantou devagar e constatou que ele adormecia profundamente. Acendeu um cigarro, deu duas tragadas, tomou um gole d’água com gás e vestiu-se.
Providenciou de não deixar nenhuma marca, nenhum vestígio de quem ela era. Não sabia se voltaria a vê-lo. Provavelmente não. E então saiu do aposento trancando ele lá dentro. Estava com a chave de seu carro e com o binóculo, o grande culpado de tudo, pensava ela.
Chamou o elevador, foi até a garagem e aproximando-se do carro, desenhou um coração na lataria. Raspou o pó da tintura e foi embora. Com ela só restou a chave do carro. Com ele só restou a lembrança de uma noite que nunca mais se repetiria, ou não.
Ele (no quarto): onde estou? Quem era ela?

Ela (deixando sua marca): nós mulheres temos esta vantagem. Podemos fazer sexo quando bem entendemos, não precisamos de aceitação, do sim do sexo oposto, eles sempre querem.
Nota: enquanto isso, eles precisam de que elas queiram também. Alguns nunca encontram uma que queira. E não, não é escassez de mulher.
Quando a porta abriu, ela saiu lá de dentro e o pegou pelo braço. Tomou a chave da mão dele e viu o número do quarto. Ela estava decidida, ele, nervoso. Olhou para o teto do corredor e viu que a câmera ali demorava quarenta segundos filmando o outro lado da extremidade. Aproveitou esses segundos preciosos e o beijou.
Quando a câmera se virava, eles entraram na suíte. Ela o empurrou na cama e subindo por cima dele, despiu-se completamente. Começou a beijá-lo com volúpia enquanto ele folgava a gravata. Ficaram ali até amanhecer, sentindo o prazer que só os golfinhos conhecem. E nos primeiros raios de sol, ela acordou. Levantou devagar e constatou que ele adormecia profundamente. Acendeu um cigarro, deu duas tragadas, tomou um gole d’água com gás e vestiu-se.
Providenciou de não deixar nenhuma marca, nenhum vestígio de quem ela era. Não sabia se voltaria a vê-lo. Provavelmente não. E então saiu do aposento trancando ele lá dentro. Estava com a chave de seu carro e com o binóculo, o grande culpado de tudo, pensava ela.
Chamou o elevador, foi até a garagem e aproximando-se do carro, desenhou um coração na lataria. Raspou o pó da tintura e foi embora. Com ela só restou a chave do carro. Com ele só restou a lembrança de uma noite que nunca mais se repetiria, ou não.
Ele (no quarto): onde estou? Quem era ela?

Ela (deixando sua marca): nós mulheres temos esta vantagem. Podemos fazer sexo quando bem entendemos, não precisamos de aceitação, do sim do sexo oposto, eles sempre querem.
Nota: enquanto isso, eles precisam de que elas queiram também. Alguns nunca encontram uma que queira. E não, não é escassez de mulher.
Terça-feira, Novembro 14, 2006
Vendo o outro do outro lado
Sempre sonhara com ela. Embora em seus pensamentos, ela não tivesse uma aparência fixa. A sua imaginação era peculiar. Não se prendia com aspectos físicos, nem sempre. Na verdade ele pensava mais na sua arquitetura humana. À noite ficava olhando o teto do quarto com o olhar vago, perdido na construção da natureza humana que ele ainda nem conhecia. Sua vida tão intensa e agitada transmitia sensações variadas, variáveis sentimentais, variáveis ocupacionais, enfim. E ele mantinha esse ritual, sempre no banho, à noite, deitado na sua banheira enquanto fumava e tentava aliviar o estresse e também na hora de dormir. Era verdade que às vezes o lirismo embebedava seu bom senso. Outras vezes o romantismo aparecia e aí era pior. Acabava se perdendo entre devaneios e ilusões catastróficas comprometendo sua saúde emocional e psíquica. Mas estava aprendendo a lidar com isso. Só não parava de imaginá-la. Ele sabia que um dia encontraria a mulher. Sabia também que poderia ser por obra do acaso, ou não. Tudo dependia da relatividade de suas escolhas importantes e triviais. Poderia ser num telefonema enganoso ou num site de relacionamentos ou até mesmo num ponto de ônibus. Quem saberia? A bem da verdade é que ele temia não perceber quando ela surgisse. E se já tivesse aparecido e ido embora? Como poderia adivinhar? Então ele saltou da cama, e saiu apressadamente com a chave do carro na mão. Trancou o apartamento e desceu as escadas depressa. Lá dentro seu laptop ainda ligado, mostrava um perfil. Lá fora ele virava a chave e acendia os faróis. Saiu cantando pneu na garagem e lembrando que não possuía o número dela, desligou o celular. Seu pensamento era fixado nela. Naquele sorriso singelo. Nunca havia falado com ela, nem conhecia a sua voz. Dela, nada sabia. Só tinha visto uma fotografia. Na verdade, muito pouco. Mas era o suficiente para que ele conseguisse selecioná-la dentre as outras opções. Seu raciocínio frio e calculista era fruto da sua maneira metódica de lidar com os sentimentos. Decididamente, era ela. Acelerou mais, relembrando as únicas palavras de quando se escreveram. Sabia que tinha mexido com ela. E ela, com ele. Por isso estava voando na pista, precisava exterminar a ânsia e só havia uma maneira. Maneira essa evidente a eles e ao futuro.
Com ela era exatamente o mesmo! Finalmente os caminhos se cruzaram.

Destino é miragem, livre arbítrio é coragem.
Com ela era exatamente o mesmo! Finalmente os caminhos se cruzaram.

Destino é miragem, livre arbítrio é coragem.
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
Arde
O verão é a estação do vermelho!
Ruivas...

Loiras e morenas, negras e orientais, brancas e mulatas, cuidem-se!
Nota: o efeito na foto é meu! No arco íris todas as cores têm o mesmo espaço! Aqui elas são 7 também!
Ruivas...

Loiras e morenas, negras e orientais, brancas e mulatas, cuidem-se!
Nota: o efeito na foto é meu! No arco íris todas as cores têm o mesmo espaço! Aqui elas são 7 também!
Domingo, Novembro 12, 2006
Quimera
E então ele resolveu preparar o momento. Estava cansado de ficar sozinho. Todos os anos nessa época ele sentia o amargo da solidão pungente. Dessa vez não! Queria inovar, redescobrir a felicidade afinal ele se achava merecedor. Começou a pôr em prática seu plano arquitetado detalhadamente. Não era nada mirabolante, apenas particular. Não ligava se fosse tachado de inusitado. Absolutamente.
Sem pressa, armou a mesa e preparou o ambiente com o requinte que a ocasião pedia. Depois disto, foi arranjar a iluminação, a comida, a bebida, o som. Queria tudo impecável. Simples, mas impecável. Gastou o dia todo ocupado na sua prenda. Tal alegria ficaria registrada de forma que nem o tempo, indelevelmente, apagaria. Os fragmentos dessa noite ficariam guardados de forma extenuante na memória dele e principalmente dos convidados.
Quando a noite caiu, saiu para tratar dos convidados. Ainda reparou se havia algo a faltar. A mesa estava posta. A comida era farta, doces, tortas, saladas, muita comida, tudo que o Natal pedia. Todas as coisas de comer e beber que se pode imaginar. E tudo em grande escala. E então ele saiu.
Algumas horas depois, cansado, mas realizado, pôde começar a festa. Todos comiam alegremente, felizes. Em meio a conversas interrompidas pela boca cheia, iam devorando e satisfazendo o paladar. Ele se sentia realizado. Da sua poltrona, podia perceber o quão feliz estava uma criança que não ligava de comer mesmo com a mão. Irremediavelmente, aquele momento ficaria marcado na sua memória. E então recorreu a sua memória e prometeu a si mesmo que um dia faria isso. Terminou de sorver o café e ficou absorto em seus próprios pensamentos imaginando como seria ser Papai Noel para aqueles que mais necessitavam.
A Ceia de Natal com todos os mendigos que ele pudesse reunir, mulheres, crianças, homens, idosos, todos enfim, comendo e bebendo, seria a sua utopia e seu objetivo particular, porque queria e sentia necessidade de fazer algo para o bem da humanidade. Um dia ele faria isto.

Queriam que eu crescesse.
Sem pressa, armou a mesa e preparou o ambiente com o requinte que a ocasião pedia. Depois disto, foi arranjar a iluminação, a comida, a bebida, o som. Queria tudo impecável. Simples, mas impecável. Gastou o dia todo ocupado na sua prenda. Tal alegria ficaria registrada de forma que nem o tempo, indelevelmente, apagaria. Os fragmentos dessa noite ficariam guardados de forma extenuante na memória dele e principalmente dos convidados.
Quando a noite caiu, saiu para tratar dos convidados. Ainda reparou se havia algo a faltar. A mesa estava posta. A comida era farta, doces, tortas, saladas, muita comida, tudo que o Natal pedia. Todas as coisas de comer e beber que se pode imaginar. E tudo em grande escala. E então ele saiu.
Algumas horas depois, cansado, mas realizado, pôde começar a festa. Todos comiam alegremente, felizes. Em meio a conversas interrompidas pela boca cheia, iam devorando e satisfazendo o paladar. Ele se sentia realizado. Da sua poltrona, podia perceber o quão feliz estava uma criança que não ligava de comer mesmo com a mão. Irremediavelmente, aquele momento ficaria marcado na sua memória. E então recorreu a sua memória e prometeu a si mesmo que um dia faria isso. Terminou de sorver o café e ficou absorto em seus próprios pensamentos imaginando como seria ser Papai Noel para aqueles que mais necessitavam.
A Ceia de Natal com todos os mendigos que ele pudesse reunir, mulheres, crianças, homens, idosos, todos enfim, comendo e bebendo, seria a sua utopia e seu objetivo particular, porque queria e sentia necessidade de fazer algo para o bem da humanidade. Um dia ele faria isto.

Queriam que eu crescesse.
Sábado, Novembro 11, 2006
Saudades
Muitos vão se emocionar!
Clique em "resolução média" e na próxima página clique em "assista ao vídeo completo".
Ok, ok, a mensagem da propaganda é machista.

Mas eles acertaram em cheio!
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Ok, ok, a mensagem da propaganda é machista.

Mas eles acertaram em cheio!
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
Sonâmbulo
Nessa madrugada eu estava deitado na cama do meu quarto, com a luz apagada e a porta trancada, ouvindo mp3 enquanto tentava relaxar. Foi então que o sono chegou e eu deliberadamente virei para o lado, tirei os fones do ouvido, desliguei o mp3 e guardei dentro do tênis que estava ao pé de minha cama. Quando amanheceu, o mp3 não estava mais ali. A porta permanecia trancada. Ninguém entrara no meu quarto. Então depois de muita procura ele foi encontrado, dentro de uma gaveta de meu guarda roupa, ligado.

O problema do sonambulismo é a falsa realidade e o susto que nos acompanha, durante ou logo em seguida.
Nota: qualquer hora dessas eu ligo meu computador e saio deixando comentários sem sentido para vocês!

O problema do sonambulismo é a falsa realidade e o susto que nos acompanha, durante ou logo em seguida.
Nota: qualquer hora dessas eu ligo meu computador e saio deixando comentários sem sentido para vocês!
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
Glória
Marílson dos Santos é o primeiro sul-americano a vencer a maratona de Nova Yorque!

Os americanos e os argentinos não dormirão! Hahahaha!

Os americanos e os argentinos não dormirão! Hahahaha!
Quarta-feira, Novembro 08, 2006
Ditados meus
Quem não tem cão, não caça!

Minha vizinha é um pão! Se eu pego, ela nem me aguenta.

Minha vizinha é um pão! Se eu pego, ela nem me aguenta.
Terça-feira, Novembro 07, 2006
Coisa objeto ou cousa abjeta?
Moça, eu ando tão cansado, tão desgastado, tão desconcertado. Parece que fui varrido por um furacão que veio arrancando, arruinando tudo pela frente. Moça, eu juro que nada fiz, até era feliz! Percebeu que tudo mudou? Não, não foi porque o vendaval me arrastou ou porque o clima mudou. Isso não importa, não muda, não interfere na situação. Agora estou perdido na multidão. Quem falou em recuperação? Cala a tua boca e não se meta não! Escrevo porque me apetece, meu sentimento arrefece e assim minha alma permanece no torpor que em ti se esquece. Quem pensa que isso é revolta? Olha a tua volta, viu tua ignorância disfarçada de petulância? Então se recolha na tua insignificância! Quer um conselho? Eu quero a vacância. Vai embora? Fico na ânsia! Pronto! Agora apago a luz! Meu pensamento me conduz e assim eu posso gozar a solidão sem me ferir na pretensão do sim ou do não. Pior que meu suplício é esse sacrifício! Porra! De minha alegria não restou nenhum resquício! Preferia a depressão, mas nem tenho esse vício! Sim, a depressão pode ser um vício! Há quem se sinta bem em estar sofrendo! A psicologia explica, mas isso não é comigo. O meu vazio é outro. Não é maleável, nem palpável, nem dominável. Vou saindo, resoluto com meu pensamento absoluto em se perder.
O abandono quando fere pode ser classificada como objeto.

Já a solidão quando fere, não é objeto, nem abjeto, é outra coisa.
Nota: a cousa, o que seria?
O abandono quando fere pode ser classificada como objeto.

Já a solidão quando fere, não é objeto, nem abjeto, é outra coisa.
Nota: a cousa, o que seria?
Domingo, Novembro 05, 2006
Momento
Estava sentado no banco, no ponto de ônibus. Então abaixou a cabeça e adormeceu. Estava correndo sentindo o vento bater contra teu rosto. Sentia a liberdade lhe tocar de leve enquanto a luz do sol o acompanhava de longe.
De repente estava em outro lugar. Estava agora sentado na beira do rio, contemplando a cachoeira, que descia feroz em sua queda, rumo às pedras que retocavam o ambiente verde. O silêncio completava a paisagem.
Os sonhos são assim. Misteriosos. Agora já estava sentado numa varanda contemplando o jardim. Sentado numa cadeira de descanso, prestava atenção no trabalho árduo da formiga que lutava para carregar um resquício de folhagem para alimentar a família. Ele ficou ali, prestando atenção naquela luta desenfreada entre inseto e folha. Levantou-se da cadeira e começou a caminhar pelo bosque. A paisagem outonal complementava o sonho. Era bem real e a caracterização concreta do que sonhava, o enganava de verdade.
Caminhava sem rumo, sozinho, sem pressa e então acordou. Seu ônibus havia passado. Olhou o relógio e viu que não havia alternativa. Teria que seguir a pé se quisesse chegar ao seu objetivo. Mas ele havia desistido. Não pelos sonhos, mas por achar que a importância havia decaído, sem explicação ou causa. E ele voltou pelo caminho de onde tinha vindo. Sem arrependimentos ou remorsos.
Porque na vida às vezes o futuro está atrás.

Independentemente dos arrependimentos, temos que ser nós mesmos, sempre. Porque só assim vamos olhar para trás e perceber que nada ficou pendente até porque mais importante que acertar ou errar, é viver!
De repente estava em outro lugar. Estava agora sentado na beira do rio, contemplando a cachoeira, que descia feroz em sua queda, rumo às pedras que retocavam o ambiente verde. O silêncio completava a paisagem.
Os sonhos são assim. Misteriosos. Agora já estava sentado numa varanda contemplando o jardim. Sentado numa cadeira de descanso, prestava atenção no trabalho árduo da formiga que lutava para carregar um resquício de folhagem para alimentar a família. Ele ficou ali, prestando atenção naquela luta desenfreada entre inseto e folha. Levantou-se da cadeira e começou a caminhar pelo bosque. A paisagem outonal complementava o sonho. Era bem real e a caracterização concreta do que sonhava, o enganava de verdade.
Caminhava sem rumo, sozinho, sem pressa e então acordou. Seu ônibus havia passado. Olhou o relógio e viu que não havia alternativa. Teria que seguir a pé se quisesse chegar ao seu objetivo. Mas ele havia desistido. Não pelos sonhos, mas por achar que a importância havia decaído, sem explicação ou causa. E ele voltou pelo caminho de onde tinha vindo. Sem arrependimentos ou remorsos.
Porque na vida às vezes o futuro está atrás.

Independentemente dos arrependimentos, temos que ser nós mesmos, sempre. Porque só assim vamos olhar para trás e perceber que nada ficou pendente até porque mais importante que acertar ou errar, é viver!
Sábado, Novembro 04, 2006
Wanted

Quinta-feira, Novembro 02, 2006
Adeus
Era Natal. Tudo estava detalhadamente preparado. Tudo no seu devido lugar. As pessoas bem vestidas, os presentes ao pé da grande árvore. A casa era toda iluminada por fora e era tudo tão completo, tão perfeito que até o brilho da lua dava o ar da graça iluminando a fachada que ainda deleitava-se com a presença do mar azul escuro. Já era noite e os fogos começavam a estourar pelo céu. As crianças corriam para lá e para cá na areia enquanto os adultos arrumavam a mesa principal bem próxima ao grande portão de entrada. A temperatura amena sugeria o romance no ar.
Muitos casais namoravam por ali. Todos eram aguardados para a grande ceia. A festa era pomposa. O anfitrião tratou de reparar os últimos detalhes e as pessoas começavam a se reunir, pois o relógio quase apontava meia noite. Então, ele aproveitando-se da distração e da agitação do ambiente, foi caminhando para longe dali.
Como sabia que à esquerda havia os casais que namoravam na pedreira, ele tomou o caminho oposto. Queria ficar sozinho, longe de tudo. A festa estava pronta, já tinha feito a sua parte. Continuou caminhando afastando-se do local. Tirou as sandálias e sentiu a areia sob os pés. Aproximou-se da água do mar e sentindo seus pés molharem, arrepiou-se.
O relógio da casa acusou meia noite e todos brindavam alegremente. E então a ausência dele foi notada. Inicialmente as pessoas não se preocuparam, alegres, descontraídas, o clima de euforia, tudo conspirava para que ele não fosse percebido por tua ausência com tanta evidência.
Cinco anos depois, ali naquele mesmo local, as pessoas se reuniam. E a tua ausência era ainda sentida. Mas ele tinha ido embora naquela noite. Ninguém nunca soube o motivo. Nenhuma pista, nenhuma causa. A bem da verdade é que algumas dessas pessoas sentiam amargamente a tua ausência. Queriam que ele voltasse, mas ele não escrevia, não dava notícias.
O fato é que somente ele sabia do motivo. Mas ele agora vivia longe dali, longe daquela reunião que ele julgava abstrata. Agora ele vivia sozinho. A milhares de milhas dali. Ele sabia que às vezes a saudade batia, mas ele rechaçava qualquer sentimento. E o que dava forças a ele era a consciência tranqüila de que não tinha errado. Ele no seu íntimo sabia que não era um fugitivo e sim um sensato. Quando partiu há cinco anos atrás, ele estava se isolando de sensações e de coisas que não o fazia bem. Sabia ele que deixaria para trás verdadeiras pessoas que sentiriam sua falta. Mas o problema é que outras pessoas acabaram por repelir toda e qualquer vontade de ficar naquela festa há cinco anos atrás.
Ele não havia abandonado filhos nem mulher. Não possuía nenhum dos dois. Ele sabia também que todos os anos a reunião acontecia e que sempre alguém haveria de lembrá-lo. Mas não importava mais. Não importava porque ele tinha cansado daquela situação, daquelas situações. Agora, as pessoas culpadas lamentavam ano após ano. E ele, longe dali, vivia sua vida e a maldade já não o incomodava mais.
A única coisa que ligava os dois mundos era a areia...

... mas o castelo, ele havia desmanchado!
Muitos casais namoravam por ali. Todos eram aguardados para a grande ceia. A festa era pomposa. O anfitrião tratou de reparar os últimos detalhes e as pessoas começavam a se reunir, pois o relógio quase apontava meia noite. Então, ele aproveitando-se da distração e da agitação do ambiente, foi caminhando para longe dali.
Como sabia que à esquerda havia os casais que namoravam na pedreira, ele tomou o caminho oposto. Queria ficar sozinho, longe de tudo. A festa estava pronta, já tinha feito a sua parte. Continuou caminhando afastando-se do local. Tirou as sandálias e sentiu a areia sob os pés. Aproximou-se da água do mar e sentindo seus pés molharem, arrepiou-se.
O relógio da casa acusou meia noite e todos brindavam alegremente. E então a ausência dele foi notada. Inicialmente as pessoas não se preocuparam, alegres, descontraídas, o clima de euforia, tudo conspirava para que ele não fosse percebido por tua ausência com tanta evidência.
Cinco anos depois, ali naquele mesmo local, as pessoas se reuniam. E a tua ausência era ainda sentida. Mas ele tinha ido embora naquela noite. Ninguém nunca soube o motivo. Nenhuma pista, nenhuma causa. A bem da verdade é que algumas dessas pessoas sentiam amargamente a tua ausência. Queriam que ele voltasse, mas ele não escrevia, não dava notícias.
O fato é que somente ele sabia do motivo. Mas ele agora vivia longe dali, longe daquela reunião que ele julgava abstrata. Agora ele vivia sozinho. A milhares de milhas dali. Ele sabia que às vezes a saudade batia, mas ele rechaçava qualquer sentimento. E o que dava forças a ele era a consciência tranqüila de que não tinha errado. Ele no seu íntimo sabia que não era um fugitivo e sim um sensato. Quando partiu há cinco anos atrás, ele estava se isolando de sensações e de coisas que não o fazia bem. Sabia ele que deixaria para trás verdadeiras pessoas que sentiriam sua falta. Mas o problema é que outras pessoas acabaram por repelir toda e qualquer vontade de ficar naquela festa há cinco anos atrás.
Ele não havia abandonado filhos nem mulher. Não possuía nenhum dos dois. Ele sabia também que todos os anos a reunião acontecia e que sempre alguém haveria de lembrá-lo. Mas não importava mais. Não importava porque ele tinha cansado daquela situação, daquelas situações. Agora, as pessoas culpadas lamentavam ano após ano. E ele, longe dali, vivia sua vida e a maldade já não o incomodava mais.
A única coisa que ligava os dois mundos era a areia...

... mas o castelo, ele havia desmanchado!
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Espera
Esta semana o feriado cai na quinta! Dizem que em Finados sempre chove.

Quem vai lavar a alma?

Quem vai lavar a alma?